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Na mídia · A Gazeta do Amapá — Coluna · 21 de junho de 2026

Ranger dos dentes na infância: um grito silencioso por acolhimento

Em coluna publicada na A Gazeta do Amapá, o Dr. Laércio Lima e o Dr. Rivaldo Bueno explicam por que o bruxismo infantil é multifatorial, por que a placa rígida convencional pode atrapalhar o desenvolvimento da criança e como o acolhimento familiar faz parte do tratamento.

É comum que mães — especialmente as que passaram por separações ou fases turbulentas em casa — cheguem ao consultório carregando culpa: acreditam que o ranger dos dentes do filho seria consequência direta de alguma falha na criação. A coluna publicada na A Gazeta do Amapá começa desmontando exatamente essa ideia.

Segundo o Dr. Laércio Lima, o bruxismo infantil é multifatorial: envolve fatores emocionais, como a dificuldade da criança em processar frustrações, e fatores fisiológicos, como obstruções respiratórias, rinite crônica, sono fragmentado e o excesso de estímulos de telas antes de dormir. Não existe um único culpado — e muito menos uma mãe culpada.

Por que a placa rígida não serve para crianças

Um dos alertas centrais do artigo é sobre a transposição automática do tratamento do adulto para a criança. A placa miorrelaxante rígida, usada com frequência em adultos, pode ser um erro grave na infância: as arcadas dentárias da criança estão em pleno crescimento, e um dispositivo restritivo interfere nesse desenvolvimento.

"Colocar uma placa restritiva em uma criança é literalmente engessar seu desenvolvimento", alertam os especialistas na coluna. A conduta correta exige avaliação individualizada, respeitando a fase de crescimento dos maxilares — um dos princípios que também norteiam a investigação de DTM em qualquer idade.

As três esferas do cuidado

A abordagem apresentada na coluna — alinhada ao Método Consciente — organiza o cuidado da criança em três esferas complementares:

  • Neurológica: investigar a qualidade do sono, a respiração e o excesso de estímulos, especialmente telas no fim do dia;
  • Psicológica: ajudar a criança a nomear e processar frustrações, sem transformar o sintoma em motivo de bronca ou de culpa dos pais;
  • Odontológica: acompanhamento profissional para monitorar desgastes e o desenvolvimento das arcadas, intervindo apenas quando há indicação real.

Na prática, isso se traduz em rotina, higiene do sono e rituais noturnos de conexão familiar — medidas simples que reduzem a tensão acumulada do dia e melhoram a qualidade do sono da criança.

Quando procurar avaliação profissional

Os autores recomendam avaliação especializada quando há sinais mais severos: queixa de dor na face ou na cabeça ao acordar, desgaste dentário que comprometa a estrutura dos dentes ou ruídos intensos e frequentes durante a noite. Nesses casos, a investigação diferencia o bruxismo transitório do quadro que já sobrecarrega a musculatura e a articulação — o mesmo caminho que, no adulto, pode evoluir para dores orofaciais crônicas.

A conclusão da coluna resume a filosofia do texto: "amor e acolhimento são os melhores miorrelaxantes". O tratamento do bruxismo infantil começa em casa — e, quando necessário, continua no consultório, com condutas adequadas à idade.

Seu filho range os dentes à noite?

Agende uma avaliação com o Dr. Laércio Lima em Macapá, Santana ou Chaves e receba orientação adequada à idade da criança.

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Sobre esta publicação

Esta página resume e comenta a coluna "O Ranger dos Dentes na Infância: Muito Além da Boca, Um Grito Silencioso por Acolhimento", publicada na A Gazeta do Amapá em 21 de junho de 2026, assinada pelo Dr. Laércio Lima — CRO-AP 763, Especialista em CTBMF e em DTM e Dor Orofacial pelo MEC — e pelo Dr. Rivaldo Bueno.