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Na mídia · Jornal O Amapá — Edição 2297 · 11 a 13 de julho de 2026

Falta de dentes e dores de cabeça crônicas: a relação que poucos conhecem

Em artigo publicado no Jornal O Amapá, o Dr. Laércio Lima explica por que a ausência de um único dente pode sobrecarregar a ATM, evoluir para DTM e desencadear enxaquecas, zumbidos e estalos no maxilar — e desfaz os principais mitos sobre o implante dentário.

Ilustração de mulher com dor na face mostrando a ATM inflamada, um dente comprometido e um implante dentário — Método Consciente
A ausência de um dente desequilibra a mastigação, sobrecarrega a ATM e pode desencadear dores de cabeça crônicas. Imagem publicada no Jornal O Amapá, Ed. 2297.

Nos consultórios odontológicos do Amapá e nas ferramentas de busca da internet, o implante dentário ainda é um tema cercado de mitos e receios. O medo da dor cirúrgica e a desinformação sobre uma suposta rejeição do material frequentemente afastam a população do tratamento adequado — o que acaba prolongando e agravando quadros de dores faciais crônicas.

De acordo com o cirurgião-dentista Dr. Laércio Lima, a odontologia moderna atua com foco na integração de todo o sistema facial. "Hoje, o corpo humano é compreendido como um sistema biomecânico interligado. Muitas vezes, o paciente chega ao consultório com queixas de enxaquecas severas, zumbidos ou estalos no maxilar, sem saber que a origem do problema está na perda de um único dente lá no fundo da boca", alerta o especialista.

O colapso da mordida e a DTM

Um dos questionamentos mais frequentes da população é se o implante dentário pode causar dores de cabeça. A literatura médica, no entanto, aponta para o cenário inverso: é a ausência do dente que atua como gatilho para a dor.

Quando não há a reposição dentária, a mastigação perde seu equilíbrio. O paciente passa a mastigar de forma unilateral, sobrecarregando severamente a Articulação Temporomandibular (ATM) e tensionando a musculatura do pescoço e da face. Esse quadro evolui para a chamada Disfunção Temporomandibular (DTM).

Nesses casos, o implante bem posicionado deixa de ser apenas uma questão estética e passa a ser a base do tratamento para devolver a estabilidade à mordida e evitar a progressão das dores.

Mitos sobre dor e rejeição

Para os pacientes que adiam a cirurgia por medo da rejeição biológica, a ciência traz tranquilidade. Os pinos utilizados nos implantes são fabricados em titânio, um material estritamente biocompatível. O organismo não o reconhece como um corpo estranho, ocorrendo um processo natural de fusão ao osso, conhecido como osseointegração.

As falhas no tratamento raramente estão ligadas à rejeição — mas sim à higiene inadequada, ao tabagismo ou a sobrecargas na mastigação, como o bruxismo não tratado.

Quanto à dor, os avanços tecnológicos no planejamento cirúrgico e a evolução dos anestésicos tornaram o procedimento altamente previsível e seguro. O foco atual das clínicas está no acolhimento. "Através de protocolos integrativos, como o Método Consciente, buscamos desprogramar o estresse e a tensão muscular do paciente antes mesmo de ele sentar na cadeira. O medo do desconhecido é natural, mas a dor não precisa fazer parte do processo cirúrgico", reforça o Dr. Laércio.

Acesso ao tratamento

Em regra geral, a partir do fim da fase de crescimento ósseo na transição para a vida adulta, não há limite de idade para a realização do procedimento. Pacientes idosos ou com doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, podem ser submetidos à cirurgia com total segurança, desde que o quadro clínico esteja estabilizado e acompanhado.

Repor um dente perdido é devolver a segurança funcional e a saúde integral ao paciente. A recomendação é que, ao notar dificuldades na mastigação ou dores faciais persistentes, a população busque profissionais qualificados para um diagnóstico investigativo preciso.

Sente dores de cabeça frequentes e falta algum dente?

Agende uma avaliação com o Dr. Laércio Lima em Macapá, Santana ou Chaves e descubra se a sua dor tem origem na mordida.

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Sobre esta publicação

Dr. Laércio Lima, cirurgião-dentista — foto publicada no Jornal O Amapá

Artigo publicado no Jornal O Amapá, Edição 2297, circulação de 11 a 13 de julho de 2026 (Macapá/AP), assinado pelo Dr. Laércio Lima — CRO-AP 763, Cirurgião-Dentista, Professor de Pós-graduação em Implantodontia, Pós-graduado em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CTBMF) e Especialista em DTM e Dor Orofacial pelo MEC. Idealizador do Método Consciente, focado em odontologia integrativa.